Ertty Silva – A Nova Ortodontia e o complexo de Salieri

O progresso da humanidade é lento, muito lento, mas é inegável que hoje vivemos os melhores dias graças às facilidades que a tecnologia e as ciências nos trouxeram. Outro fato incontestável é que esse progresso não emerge exatamente de todos que compõem humanidade, de tempos em tempos surgem mentes brilhantes que apresentam ideias revolucionárias, muitas delas negadas com veemência pelos seus contemporâneos.

O filósofo pessimista Arthur Schopenhauer afirmava que toda nova ideia atravessa três fases: na primeira fase ocorre a ridicularização; na segunda ela é violentamente contrariada, e na terceira é aceita como a própria prova. O gênio da música Amadeus Mozart sofreu por toda vida com a inveja insana de Antonio Salieri, que, apesar ser um grande músico, morreu tentando ofuscar-lhe a genialidade. Os conceitos humanísticos e estéticos de Leonardo da Vinci foram alvo da perseguição de muitos líderes da então Igreja Católica. Albert Einstein também teve seus perseguidores. O filósofo francês Henri Bergson, por exemplo, foi um dos seus grandes inimigos, pois sempre que podia desafiava-o e questionava seus esforços publicamente, seja em palestras e ou em artigos.

A postura dos perseguidores dessas grandes mentes teria, então, que função? A de impedir que “ideias fantasiosas” atrapalhem o progresso da ciência que “defendem”? Teriam eles o papel de juízes, colocados nesta condição por livre opção, com o objetivo de condenarem colegas que julgam incapacitados? Sem dúvida é mais fácil e cômodo assumir o papel de acusador, embora esqueçam que ao apontar o dedo acusador para alguém, outros três dedos estão apontados contra si mesmo.

Consideramos que o papel principal desses opositores vai muito além do que eles mesmos imaginam. Não fossem eles, as grandes mentes não teriam o que consideramos fundamental para o avanço das descobertas e inovações: o desafio, a dúvida diante das evidências e a vontade, cada vez maior, de se proteger dos seus “predadores morais”, estudando cada vez mais.

Na ortodontia da atualidade, as coisas, felizmente, não são diferentes. Segue-se o fluxo mesquinho dessas relações de interesses. De um lado, um enorme grupo em que todos estudam, pesquisam, apresentam evidências científicas e empreendem grande tempo e energia defendendo suas ideias. Do outro, um grupo faz o mesmo, com uma diferença, usam seu tempo não para defenderem suas ideias, mas para desconstruirem algo que não acreditam ser possível ou ainda não se atentaram que já é uma realidade inconteste: a Ortodontia evoluiu e, como toda ciência, abre os braços para as mentes jovens e inovadoras, e condena ao ostracismos as que não a acompanham.

Ertty Silva

Brasília, 25 de novembro de 2017.

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“Chegará o dia em que a nova Ortodontia, integrada e reabilitadora, mudará os rumos da Odontologia e o sorriso da humanidade.”

(Dr. Ertty Silva)